ArabicChinese (Simplified)EnglishFrenchGermanItalianJapaneseKoreanPortugueseRussianSpanishSwedish

Entrevista com João Denoni, volante revelado na Sociedade Esportiva Palmeiras

Na última sexta, dia 10 de julho, entrevistamos por meio de uma live no Instagram, o volante João Denoni. Ele comentou sobre suas passagens no Palmeiras e Red Bull Bragantino, além de seu último trabalho no Mirassol. Confiram os fragmentos textuais e abaixo a entrevista por completo:

Foto: Cesar Greco/Agência Estado.

1- Tens sua formação atrelada ao Jaboticabal, Mirassol e o Palmeiras. Primeiramente, quais as diferenças entre a estrutura de cada base? Retornou ao Mira anos após, como profissional. Como foi a sensação de retornar a um dos lugares onde esteve no início de sua trajetória? Acreditas que o Mirassol possa retornar forte mesmo com a reformulação de elenco durante a pandemia? O que poderia falar em termos de torcida e desempenho do Palmeiras campeão da Copa do Brasil em 2012? Apesar de muitos quererem na época a sua permanência, por qual motivo não ficou na segunda metade de 2013? Marcou quatro gols no ano passado, poderia comentar sobre a partida? Tens algum conhecimento do atual momento do Jaboticabal? 

R: Então tem bastante diferença, até por causa que é uma cidade do interior, muito difícil arranjar patrocínio e por isso atualmente não existe mais. O Mirassol perto do Palmeiras tem uma diferença, mas em relações aos outros no entorno é muito forte, sempre se estruturando. O Mirassol terminou o campeonato antes da pandemia com a classificação bem encaminhada, com mais uma vitória consegue se classificar, mesmo assim fica difícil, pois a maioria dos times do interior não tem condições de manter seus jogadores, muitos saíram e outros entraram. Então, fica complicado apontar algo, mas a equipe é organizada, quando voltar estar tudo encaminhado para a permanência do bom momento. Foi muito rápido, com 18 anos estava na base e abri o olho estava no profissional, tendo a felicidade de ser campeão da Copa do Brasil, futebol é muito engraçado, o mesmo time que foi vencedor, acabou sendo rebaixado. Era a base do time, somente mudou o treinador, mata-mata é uma partida mais tensa, concentração alta e o Brasileiro, o time acordou tarde e não arrumou forças para mudar aquela situação. Na copa, é uma atmosfera diferente e acabamos tendo sucesso no final. Não estou muito acostumado, pois jogo mais recuado, mas nessa partida tudo estava caminhando da forma correta. Quando parei e pensei, a bola sobrou para mim e estava iluminado ao acertar a finalização.

2- Atuou no Ituano e Red Bull Brasil (na época). Como avalias a evolução do time de Itu desde quando foi campeão estadual até ser no momento um dos favoritos ao acesso para Série B esse ano? Como viu a reformulação do Red Bull para Red Bull Bragantino? O que para você pode ser de positivo ou negativo dessa mudança? O Massa Bruta consegue logo se impor no Brasileiro chegando a uma vaga continental?

R: Sou privilegiado, a maioria faz boas gestões e merecem estar em uma bom momento com time estruturado e faz tudo para os jogadores. Eles me ajudaram muito no tempo de recuperação, infelizmente não consegui ajudar muito em campo, por causa das lesões. O Red Bull Bragantino fazendo um bom trabalho, o Mirassol com CT e brigando por grandes coisas no Paulista e na Série D, além do Ituano na terceira divisão. Espero que eles consigam seus objetivos, o time de Itu vai conseguir fazer um trabalho com os grandes e chegar na segunda divisão. Acabei saindo na época de entressafra, pois não tive tantas oportunidades na equipe em 2019, eles renovaram com os atletas que chamaram a sua atenção. Eles não conseguiram subir na Série D, pois é um campeonato difícil, às vezes um dia ruim acaba com os planos, por isso compraram um time tradicional, com torcida e perto da capital (Bragança Paulista). Acredito que vão incomodar os grandes, posso elogiar a diretoria buscando os torcedores e fazem coisas boas para o futebol brasileiro para que cresçam sempre.

3- Após sua saída do Mirassol, estais sem clube. Existiu alguma proposta ou sondagem de clube brasileiro ou de fora em seu futebol durante esses últimos meses? Se pudesse escolher um país além do Brasil escolheria qual e por qual motivo? Quais são as suas metas para o segundo semestre de 2020? Você já foi aquele volante mais defensivo e também o jogador mais à frente no ataque, como é para sua pessoa fazer esses dois papéis? Qual é a posição em campo de sua preferência?

R: Então, está difícil por enquanto, nessa semana que saiu o calendário dos campeonatos estaduais e a maioria dos times voltou a treinar faz poucos dias. Ninguém estava preparado para essa situação e agora que estão começando a se reestruturar, o Elano da Inter de Limeira inclusive disse que acatará as decisões que vem de cima. O futebol gira muita coisa e sem jogos, os times ficaram sem renda, os jogadores com contrato maior ficaram, os outros deixaram a equipe. Estou na espera das propostas, as pessoas responsáveis estão procurando uma nova situação, então temos que ter paciência. As agremiações tem responsabilidade e tem que pagar as contas, mesmo sem bilheteria, televisão e afins. O mercado começa aos poucos ao girar com a melhoria do poder aquisitivo e ter garantias de pagar os salários da forma correta. Os campeonatos irão até fevereiro, um planejamento diferente e ver o que acontece, a meta é ter sequência e atuar o máximo número de jogos para retornar a Série A ou B.

Fonte: Mercadodofutebol.com.