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Com selecionados e brasileiro no time, Saprissa é campeão da Costa Rica

Ex-Remo, Goiás e Vila Nova, o zagueiro Henrique Moura foi titular na campanha do time costarriquenho

Em qualquer lugar do mundo, domingo é dia de bola rolando. Na Costa Rica não é diferente. No último domingo, o Deportivo Saprissa foi consagrado campeão nacional pela 34ª vez, em uma partida agitada contra o Herediano, com emoção e grandes personagens, como uma boa final. Após empate em 0 a 0, o Saprissa venceu nos pênaltis, por 4 a 3.

A partida de ida no estádio do Herediano terminou empatada em 1 a 1, sem diferenciação de gols feitos fora de casa. Por isso, uma vitória simples neste domingo decretaria o campeão. Antes do início da partida, os fãs do time mandante já faziam a festa, um dos pontos fortes do Saprissa. Dono da maior torcida do país, é único clube com torcedores espalhados por todo o território nacional. E não fica só no título – a torcida faz bonito. Canta forte durante 90 minutos.

Henrique Moura foi titular em grande parte da campanha do título do Saprissa (Foto: John Durán)

Na Costa Rica, as partidas não costumam ter apenas uma única torcida. As arquibancadas podem conter torcedores de ambas as equipes sempre, mas os torcedores se respeitam e são poucos os que se aventuram assistindo jogo na casa do adversário.

A partida contou também com ingredientes especiais no quesito personagens. Antes mesmo da bola rolar, o presidente Carlos Alvarado desfilou pelo gramado para promover a nova campanha do Instituto Nacional das Mulheres e da União de Clubes de Futebol, contra a violência contra à mulheres nos estádios.

Dentro do gramado, a Copa do Mundo definiria os destaques. Cinco dos seis jogadores que jogam na liga local e foram recentemente convocados para a seleção se dividem entre os dois finalistas, isso sem contar os jogadores da lista de suplentes. O goleiro titular do Herediano (e reserva da seleção) Leonel Moreira e o experiente Randall Azofeifa (titular absoluto dentro e fora da seleção) vestindo amarelo e vermelho, e Daniel Colindres (capitão do Saprissa), Christian Bolaños (meio campista queridinho de Óscar Ramírez) e o atacante Johan Venegas vestindo branco e grená.

Com os selecionados sendo disparado os melhores em campo, as equipes buscaram o gol sem sucesso durante ambas as etapas. Randall Azofeifa ainda usou de sua experiência para que um dos jogadores do Sparissa fosse expulso logo no primeiro tempo. Uma mão na cara, com direito a uma maior valorização, e um cartão vermelho inevitável. Ainda assim, nem com um homem a mais o Herediano conseguiu tirar o empate do placar.

Nos pênaltis, todos os selecionados participaram das cobranças com frieza e habilidade, perfeitas. Azar para o também convocado goleiro do Herediano. O time visitante parou nas mãos do goleiro do Saprissa na quarta cobrança e ainda viu a taça ir para os adversários junto com a bola da última cobrança que sobrevoou a arquibancada do gol sul.

Moura atuou pelo Remo, Goiás e Vila Nova no Brasil (Foto: Divulgação)

Sotaque brasileiro na festa
Festa do título para o 34º título nacional do Saprissa – e a torcida enlouquecida tomou conta do gramado. No meio da comemoração, surgiu mais uma história com sotaque bem brasileiro. Henrique Moura, zagueiro titular do Saprissa, ex –Remo, Goiais e Vila Nova, não escondeu a emoção do título e de poder dar uma entrevista em português:

“O jogador mais criticado de toda a Saprissa sou eu, mas consegui mostrar que tenho valor”

– Cara, tô muito feliz! Dando entrevista em português ainda, que maravilha! – disse rindo. -Nosso time foi muito guerreiro, jogamos quase noventa minutos com um homem a menos. Um time que luta bastante, com jogadores renomados e jogadores que buscam seu espaço no futebol local e na seleção. Todos merecem muito. Agora é descansar, vou sair de férias, voltar para Goiânia. Vai ser merecido. Joguei um ano e meio direto, sem férias, pois emendei a temporada do Remo com a do Saprissa. Nada melhor agora do que descansar pAra pensar no que fazer sobre o futuro.

Fonte: globoesporte.com